Em abril deste 2016 passaram-se 45 anos sobre o 'caso Angoche'
O que aconteceu à tripulação? Quem foram os autores do seu desaparecimento? Morreram ali? Todos eles? Porquê?
As versões são várias. Mas as pontas soltas que podiam conduzir à verdade foram todas 'aparadas'.
Vários dos suspeitos, quase sempre nos bastidores, assumiriam importantes cargos nas décadas seguintes.
O império e os seus destroços continuam com as mãos manchadas de sangue, não só de inimigos da pátria. 'Wiryamus', Angoche, Camarate... Quem mandou? O que quis ocultar?
Mesmo a esta distância, após o 25-Abril, nem Frelimo, nem PCP, nem militares portugueses, ninguém se chega à frente. Por umas razões ou por outras, neste jogo de espelhos.

E mais uma vez, nem sempre o que parece, é. Nunca houve qualquer submarino vermelho ou amarelo, obviamente! Enfim... os heróis da nova república não podem ser, ou não podem ser tidos, como assassinos, não se pode dizer que o novo monarca vai nu.
 

O CENÁRIO: PORTUGAL, ESTE PAÍS DE MITOS E MISTÉRIOS

A História de Portugal regista no seu seio um número considerável de mistérios ou de questões que até hoje não foram completamente esclarecidos. Revejo uma breve lista para que me chamaram a atenção – A questão sobre o “milagre” de Ourique; – O que se passou nas primeiras cortes de Lamego; – As navegações para Ocidente a partir dos Açores; – O que aconteceu ao espólio do Infante D. Henrique; – O significado do Políptico de S. Vicente de Fora; – O que se passou em termos de navegações entre a viagem de Bartolomeu Dias e a preparação da Armada de Vasco da Gama; – O afastamento de Pedro Álvares Cabral de qualquer vida pública após a viagem em que descobriu oficialmente o Brasil; – A reforma das Ordens Militares ao tempo de D. João III; – O desaparecimento de D. Sebastião em Alcácer Quibir; – O Processo dos Távoras; – A expulsão dos Jesuítas; – O porquê da construção do convento de Mafra; – A morte de D. João VI; – O assassinato do Rei D. Carlos I; – O desaparecimento das jóias da coroa portuguesa; – E, mais recentemente, a morte do General Humberto Delgado e o caso Angoche. E o sempiterno, agora, Caso Camarate. Mas, vamos ao Angoche:

 

 

Em 26 de Abril de 1971, a "Hermenegildo Capelo" durante a sua comissão em Moçambique procedeu ao reboque do Navio-Mercante da Companhia Nacional de Navegação “Angoche” até a entrega deste à guarda do Comando Naval de Moçambique, encontrando-o à deriva a 50 milhas a Leste da costa de Moçambique entre Quelimane e Beira, estando parcialmente destruído por um incêndio na popa e sem vestígios dos 23 membros da tripulação, um passageiro ou da carga de cerca de 100 bombas de 50 kgs e cargas inertes para bombas de Naplam que transportava para a FAP.

 

CRONOLOGIA

10-Abril-1971*escala o porto de António Enes.

22-Abril-1971*Um pedido da Base Militar de Nacala obriga o navio a fazer escala em Nacala. Nessa altura a sua carga era composta de:Farinha, açúcar, gasóleo, material de guerra [100 bombas de 50 kgs e cargas inertes para bombas de Napalm que transportava para a FAP, entre outro], caixas de material aeronáutico, e de engenharia.

23-Abril-1971*parte de Nacala rumo a Porto Amélia.

26-Abril-1971*às 7.30 horas é encontrado a arder ao largo de Mongicul, pelo petroleiro panamiano Esso Port Dickson. Durante todo esse dia a tripulação do petroleiro combateu o incêndio, que se calculou ter origem numa explosão, cerca de 12 horas antes [versão bastante contestada]. O comandante do petroleiro manteve absoluto sigilo acerca do achado (tendo rejeitado ajuda de outros navios) e o Angoche foi abordado, não tendo encontrado vestígios da tripulação. Com base em relógios de pulso achados no navio, calculou-se a hora da explosão entre as 22.45 e as 23.20 horas. Nesse mesmo dia foi dada ao Com. Naval de Moçambique, a notícia de que o navio não tinha chegado a P. Amélia.

27-Abril-1971*às 17.00 chega a informação de que tinha sido encontrado pelo Esso Port Dickson, não tendo sido facultada a sua posição. Nos seis dias seguintes efectuaram buscas a Com. Hermenegildo Capelo – uma fragata da classe João Belo - e a corveta João Coutinho, além de aviões militares e civis.

3-Maio-1971* a Hermenegildo Capelo avista o petroleiro que tentava passar o cabo de reboque ao salvadego alemão Baltic.

6-Maio-1971* chegam ao porto de Lourenço Marques (Maputo) escoltados pela fragata, iniciando-se as investigações por parte da PIDE/DGS, que duraram meses sem se chegar a qualquer conclusão. Marcelo Caetano em comunicado tentou explicar que alguns tripulantes tinham morrido na explosão, e os restantes ao se atirarem ao mar, haviam sido comidos por tubarões. Nunca foram encontrados quaisquer corpos. (Artigo de A.A. Morais, publicado na Revista de Marinha em Janeiro de 1996).

 

O EMBARQUE:

O navio não era de passageiros mas levava um passageiro a bordo, a quem se deu uma boleia, o que era estranho. Houve uma outra coisa curiosa: a mudança, à última hora, do radiotelegrafista. O radiotelegrafista que era para ir resolveu não ir. Pode ter sido uma mera coincidência, mas é curioso que assim tenha sido. O comandante e parte da tripulação eram da Ericeira.

 

APÓS O INCIDENTE:

Avistado a arder, por um petroleiro. A tripulação deste apaga o fogo.

HÁ MANCHAS DE SANGUE NO NAVIO. HOUVE INCÊNDIO MAS NÃO EXPLOSÃO.

NÃO HÁ NINGUÉM A BORDO. HÁ UM CÃO.

Como atrás se disse, o reboque do navio estava a ser passado  a um rebocador, o Baltic, quando foram interceptados pela marinha portuguesa, e entregue o Angoche às autoridades, sendo fundeado na baía Espírito Santo, defronte a Lourenço Marques. A primeira pessoa que fez a investigação a bordo do Angoche foi o inspector Casimiro Monteiro (PIDE). Verificou que 'as armas não estavam lá'.

 

ONDE PÁRA A TRIPULAÇÃO? DIVERSOS CENÁRIOS E ESPECULAÇÃO

1 – Levados pela tripulação da embarcação autora da abordagem/ataque. Fala-se em Nachingweia, o campo da Frelimo na Tanzânia, e da sua morte aí. Referem-se recortes de um jornal chinês em que aparecem fotografados, em detenção.

2 – Devorados pelos tubarões/afogados ao saltarem desordenadamente para as águas ou baleeiras, devido a um incêndio, ou isso e serem depois eventualmente atingidos a tiro pela mesma embarcação/submarino (soviético?) que abordou o Angoche, no caso de um ataque por mar. Este cenário cabe ainda noutra versão que refere ter sido o Angoche bombardeado também a napalm por Fiats G91 da própria força aérea portuguesa tripulados por contestatários, cenário que a PIDE se esforçou por camuflar por ser o mais tremendo de todos.

3 – Uma última notícia relacionada com o navio “Angoche” é de Fernando Taborda, o último administrador português de Quionga: “Saiba o povo português que, em Março de 1974, foi descoberta, na foz do Rovuma, uma baleeira do navio “Angoche”, com insígnias começadas por NA confirmada pelo cabo de mar de Palma e que, sobre ela, nunca me foi dada resposta à circular que mandei para a Capitania de Porto Amélia.” - In Quionga, meu amor

PORQUÊ?

Versão A) Contrariar a génese de um movimento de guerrilha contra a Tanzânia encabeçado pelo tanzaniano-moçambicano Óscar Kambona. Algum do armamento do Angoche seria para esse grupo – a PIDE já trabalhava esse corpo militar, o que é confirmado até por Óscar Cardoso (PIDE/Flechas) em entrevista: ‘havia informadores na Tanzânia em ligação a Oscar Kambona, o chefe da oposição a Julius Nyerere. Mas o controlo era feito através de Lisboa, pela secção central na António Maria Cardoso, chefiada por Álvaro Pereira de Carvalho’.

B) Révanche a uma acção de forças sul-africanas ocorrida contra um barco tanzaniano em Dar-es-Salaam mas em que Portugal ficara como suspeito – afirma o operacional Orlando Cristina (Renamo/Jorge Jardim/exército português).

C) As hipóteses mais simples (ou menos conspirativas) apontariam para um acto de loucura de algum tripulante, que tivesse morto os seus companheiros e depois se atirasse ao mar, ou coisas desse género(clandestinos a bordo…)

D) Incêndio a bordo. A tripulação abandona o navio precipitadamente. O incêndio consome o navio. O(s) salva vidas com a tripulação afunda-se. E) Em dada altura foi a mais plausível: Afirmação de força da ARA – Acção Revolucionária Armada (dissidentes extremistas do PCP e a que estava ligado Vítor Crespo), que demonstra poder sabotar os meios da guerra colonial. Ligam os vestígios explosivos/incendiários ao mesmo material utilizado na sabotagem dos hélis em Tancos e na de um navio na doca de Alcântara. “Quem fez explodir os helicópteros de Tancos, fez explodir o Angoche. É que as duas explosões foram provocadas pelo mesmo tipo de explosivo, do mesmo lote. Nós tínhamos um laboratório de polícia no 3º andar da António Maria Cardoso e que era dirigido pelo dr. Carlos Veloso, que ainda é vivo. Foram aí feitas análises para apurar responsabilidades, tendo-se concluído precisamente que as duas acções foram realizadas com o mesmo lote de explosivo. É evidente que o processo do Angoche desapareceu sem deixar rasto. O processo demonstrava que o crime foi perpetrado pela ARA, com a conivência de oficiais superiores da Marinha, entre eles o Vítor Crespo, que nos meios castrenses e não só era também conhecido por Vítor Copos. É que o PCP teve sempre, e ainda tem, os seus informadores na Forças Armadas. Ora, foi precisamente através desses informadores que o PCP soube que o Angoche transportava material de guerra para o norte de Moçambique”. (…) – Óscar Cardoso / PIDE.

F) Tráfico de Armas

G) Transportava Ouro... de algum assalto? Para subsidiar alguma guerra ou corpo de mercenários para uma das ilhas do Índico?

H) Nenhuma das anteriores. Talvez a mais simples de todas. Sempre esteve à frente. E sempre atiraram areia para os olhos fazendo olhar noutra direcção.

 

PONTAS SOLTAS APARADAS

A) Quatro anos depois, com o golpe militar de 25 de Abril em Lisboa, desapareceu o relatório secreto da PIDE sobre o assunto.- Tínhamos um relatório secreto sobre o Angoche que desapareceu da sede da DGS, na Rua António Maria Cardoso, depois do 25 de Abril, retirado por gente do PCP. Foi um dos processos que desapareceram. O caso estava a ser investigado…. – Óscar Cardoso/PIDE. E que fala a seguir sobre o prédio 'mira-mortos' onde uma jovem foi 'suicidada' em aparente ligação com o caso:

B) Houve também o estranho caso de uma rapariga que foi “suicidada” na cidade da Beira, atirada do prédio ‘mira-mortos’ defronte ao cemitério, e que estava ligada aos meios esquerdistas da Marinha portuguesa. Esta versão dos factos constou dos nossos (PIDE) relatórios na altura. Gouvêa Lemos, jornalista na Beira, queria investigar o ‘suicídio’e pedia até a exumação do corpo. Morre entretanto de doença cardíaca no Brasil em 1972. A moça portuguesa artista e não só num cabaret da cidade, teria sido confidente de destacado oficial da marinha portuguesa regularmente embriagado, e estaria agora a usar informação do envolvimento desse, no caso Angoche, para extorquir dinheiro. Terá sido estrangulada com um fio e largada da janela de um dos andares altos do miramortos, prédio da Beira onde vivia e recebia ‘clientes’.

C) Alguém escreve num fórum online: Passaram-se uns tempos e um ajudante de despachante que tinha assistido à largada derradeira do Angoche, foi morto misteriosamente em sua casa. O assassino, cortou a rede da janela e matou-o com uma faca. Foi tudo tão silencioso, que a mulher que dormia ao lado, nem deu por isso. Houve quem relacionasse as duas coisas. Que ele teria hipoteticamente visto qualquer coisa e o tinham morto para o silenciar. Talvez fosse verdade, ou não. Na altura, com o terrorismo a dois passos, corriam muitas notícias a meia voz, algumas verídicas, outras não – a declaração de uma testemunha do último embarque e carga em Nacala e corroborada por mais fontes.

D) 18 de Junho de 1975 – Despacho da Presidência do Conselho de Ministros que cria uma comissão de investigação ao caso do navio “Angoche” constituída pelo primeiro-tenente Luís Paiva de Andrade (em nome da Armada), comandante Manuel Forbes Beça (representante da Marinha Mercante), Francisco Grainha do Vale (representante do Ministério dos Negócios Estrangeiros) e Jorge Gomes Rodrigues (representante de familiares dos tripulantes. Mais um inquérito para o 'arquivo morto' e legitimar o esquecimento. Ainda hoje permanece o mistério sobre o que teria acontecido aos tripulantes e a um passageiro que se encontravam nessa fatídica viagem a bordo do navio “Angoche”.

 

O QUE DIZ A PIDE-DGS: O caso do navio «Angoche» segundo a PIDE/DGS (1) - recortes da imprensa

Foi há 45 anos que o cargueiro Angoche andou à deriva na costa moçambicana depois de ter sido alvo de um ataque, e toda a sua tripulação desaparecido sem deixar rasto. As suspeitas das autoridades portuguesas recaíram sobre a Acção Revolucionária Armada (ARA), braço armado do Partido Comunista Português. Prevaleceu deste então a ideia de que a Frelimo se envolvera no caso e que os tripulantes teriam sido levados para a base militar de Nachingwea, na Tanzânia.

Três anos depois do sucedido, ocorreu em Portugal o golpe de Estado que pôs termo ao regime monopartidário do então primeiro-ministro professor Dr. Marcelo Caetano. A instauração de um regime democrático em Portugal permitiu a consulta dos arquivos da antiga polícia política do regime, a DGS (equivalente à moçambicana SNASP do regime monopartidário). Os documentos da DGS, embora contenham pormenores esclarecedores do caso Angoche, estão longe de fornecer provas concludentes do que terá na realidade sucedido no distante ano de 1971. De salientar que de acordo com relatos dispersos da imprensa portuguesa, parte dos arquivos foi fraudulentamente retirada da sede da DGS, em Lisboa, por elementos afectos ao Partido Comunista Português, e posteriormente entregues à União Soviética.

 

A seguir se reconstituem os acontecimentos em torno do caso Angoche com base em documentos da DGS ainda guardados na Torre do Tombo, em Lisboa.

Com 23 tripulantes a bordo, incluindo 13 moçambicanos, o navio costeiro Angoche, pertença da Companhia Nacional de Navegação, largou do porto de Nacala no dia 23 de Abril de 1971 pelas 17h30 com destino a Pemba. Para além de carga diversa, o Angoche levava nos porões material de guerra a ser utilizado pelas Forças Armadas Portuguesas na guerra contra a Frelimo. Estava prevista a chegada do navio ao porto de Pemba pelas 05h00 do dia seguinte, mas tal não se concretizaria. No dia 24 [será esta efectivamente a data mais provável], o petroleiro «Esso Port Dickinson», com pavilhão panamiano, encontrou o navio à deriva e com fogo a bordo, entre Quelimane e a Beira, a 30 milhas da costa.

Numa mensagem-rádio, com a classificação de “urgentíssimo”, expedida a 6 de Maio de 1971, o Gabinete do Director da DGS em Lourenço Marques, informava a sede em Lisboa que depois do “primeiro exame ao navio verificaram-se vestígios de duas explosões provocadas por cargas colocadas, uma junto à chaminé do lado estibordo, por cima da ponte de comando, carga esta que ao explodir destruiu a ponte de comando e todo sistema de comunicação. A segunda carga foi colocada dentro do ventilador das máquinas. A primeira carga estava reforçada com granadas de fosfato.” A mensagem prosseguia:

“As instalações da tripulação branca, situada ré, completamente pulverizadas. Se tripulação se encontrava suas instalações momento explosão, não há qualquer possibilidade de se encontrar viva.”

Referindo-se aos tripulantes moçambicanos que seguiam a bordo do Angoche, a mensagem-rádio da DGS, que temos vindo a citar, dizia:

“Na proa onde situam instalações tripulação cor verifica-se que referida tripulação as abandonou precipitadamente visto encontrar-se espalhado longo mesmas vestes, tabaco, sapatos, etc e três coletes salvação, faltando restantes em número que se julga entre 10 e 16.”

 

Tanzânia Apontada como Local de Acolhimento da Tripulação do Angoche

Numa outra mensagem-rádio com a classificação de “urgente”, expedida da DGS em Lourenço Marques para a sede na Rua Augusto Cardoso em Lisboa, a 11 de Maio de 1971, dava-se conta das medidas tomadas para se apurar a autoria do ataque ao navio Angoche, nomeadamente o pedido de colaboração dos serviços secretos da África do Sul (Bureau of State Security, BOSS) e da Rodésia (Central Intelligence Organization, CIO). A mesma mensagem citava o comandante do navio alemão, «Castor», que atracara no porto de Lourenço Marques no dia anterior (10 de Maio), como tendo “recebido notícia de rádio alemã, em género de aviso para toda a sua navegação, confirmando encontrarem-se em Dar-es-Salaam, 11 tripulantes vivos e dois mortos.”

Três dias mais tarde (14 de Maio), a DGS em Lourenço Marques informava a sede ter accionado “todos nossos meios Dar-es-Salaam e até agora não há confirmação presença tripulação naquela cidade.” Para além de revelar a presença de agentes seus em Dar-es-Salaam, a mesma mensagem da DGS indicava a existência de um outro elo de ligação seu em território tanzaniano: “Elemento nosso destacado Mtwara contactou funcionário capitania e outros naquela cidade. Todos os contactados ignoram totalmente qualquer facto.”

Outras fontes, citadas pela DGS em mensagens anteriores expedidas de Lourenço Marques, faziam referência ao paradeiro da tripulação. Assim, a 4 de Maio, 11 dias após o assalto ao navio Angoche, a DGS dizia que “várias fontes referem Rádio Brazzaville ter noticiado chegada tripulação Angoche Dar-es-Salaam.”

A 6 de Maio, os serviços de língua inglesa da Rádio Moscovo eram citados como tendo dito que “tripulação se encontra Zâmbia como reféns consequência sentença tribunal imposta capitão cubano.” O capitão cubano aqui referenciado era Pedro Rodriguez Peralta, membro das Forças Armadas Revolucionárias de Cuba, capturado pelo exército português na Guiné em Novembro de 1969 quando combatia ao lado dos guerrilheiros do PAIGC.

A Rádio Pequim em língua inglesa era citada na mesma mensagem como tendo anunciado que a tripulação do Angoche havia sido “raptada”.

Face às persistentes referências de um possível envolvimento da Tanzânia, e da própria Frelimo na acção de sabotagem contra o navio Angoche, o governo tanzaniano viria a ser citado pelo jornal londrino, «Daily Telegraph», como tendo dito “não ter a tripulação em sua posse.”

 

O caso do avio Angoche segundo a PIDE/DGS (2 e último) - recortes da imprensa

Casimiro Monteiro apresenta Relatório sobre Angoche

O funcionário da PIDE/DGS, que em 1969 armadilhou a encomenda que viria a causar a morte a Eduardo Mondlane, também se envolveu nas investigações do caso Angoche. Trata-se de Casimiro Monteiro, o mesmo, nos finais da década de 50, havia executado o líder da oposição portuguesa, Humberto Delgado, em território espanhol. Com a data de 21 de Maio de 1971 e a classificação de “secreto”, Casimiro Monteiro apresentava um relatório, dando ênfase aos explosivos utilizados na sabotagem do navio, área, aliás, em que se especializara. Lê-se no relatório de Monteiro: “Sabotagem, explosivo tipo militar, material militar não atingido; deflagração entre 22h30 e 22h45 segundo vários relógios encontrados a bordo.” Monteiro conclui, afirmando que “a carga [explosiva] teria sido colocada antes da saída do navio de Nacala, accionada por relógio; sem cumplicidade a bordo; houve feridos pois manchas de sangue contra paredes; fuga precipitada tripulação indígena.” Tal como o relatório de Casimiro Monteiro deixa transparecer, as suspeitas da DGS passaram a centrar-se em elementos das Forças Armadas Portuguesas destacados em Nacala, importante base naval e aérea do regime colonial. Uma mensagem-rádio expedida pela DGS a 25 de Maio com a classificação de “secreto”, estabelecia uma ligação entra a sabotagem da Base Aérea de Tancos, ocorrida em Portugal a 8 de Março de 1971, e o caso Angoche:

“Informo que Ângelo Manuel Rodrigues Sousa presumível autor sabotagem Tancos, mantinha estreitas relações amizade com Luís António Vilar Pereira da Silva, seu companheiro inseparável presentemente furriel miliciano colocado Nacala. Tal facto aliado circunstância explosivos colocados Angoche serem mesma natureza utilizados Tancos e técnica empregada ser mesma ou semelhante. Sugere-se que Pereira da Silva deve ser alvo investigações minuciosas.”

De facto, o referido furriel miliciano passou a ser vigiado pela DGS a qual, em mensagem expedida a 31 de Maio dava conta de que no “prosseguimento averiguações apurou-se existir Nampula furriel piloto aviador em serviço no AM [Aeródromo Militar] 52, Luís António Vilar Pereira da Silva. Chegou província [Moçambique], vindo Tancos, em 2 de Abril findo. Oficialmente, depois 14 Abril, não foi Nacala. Está sob vigilância, observando-se modo vida, companhias e sua possível deslocação particular Nacala.” As suspeitas que a DGS tinha em relação a António Vilar Pereira da Silva são, no entanto, postas em causa numa outra mensagem expedida a 2 de Junho, a qual dizia: “Não pode ser o furriel miliciano Luís António Vilar uma vez que estava em Mueda” quando se deu a sabotagem do Angoche.

Todavia, as suspeitas do envolvimento de pessoal militar em Nacala não abrandaram. Uma mensagem da DGS com a data de 3 de Junho, dizia que no “prosseguimento averiguações a que se vem procedendo caso Angoche chegou nosso conhecimento que Batalhão Pára-quedista 32, Nacala, estão proceder averiguações, ignorando-se motivos. Conseguiu saber-se que as averiguações recaem com maior incidência sobre indivíduos que tem curso explosivos tirado em França. Deduz-se que assunto seja caso Angoche.”

O gabinete do primeiro-ministro, Marcelo Caetano, informava o director da DGS a 29 de Julho de 1971 que “a sabotagem do Angoche foi realizada por um capitão, desertor de Moçambique.”

Os documentos da PIDE/DGS disponíveis na Torre do Tombo pouco mais adiantam sobre o caso. Porém, houve fortes indícios de que a acção fora da responsabilidade da Acção Revolucionária Armada (ARA) desconhecendo-se ao certo o que terá sucedido após as explosões verificadas a bordo do Angoche. Já depois da mudança de regime em Portugal, um jornal português reproduziu, de um periódico chinês, a fotografia de um dos tripulantes do Angoche, alegadamente tirada em Nachingwea.

Na cidade da Beira correram rumores de que um oficial da marinha de guerra portuguesa estaria envolvido ou pelo menos teria tido conhecimento dos preparativos do atentado contra o navio costeiro. A morte, em circunstâncias obscuras, de uma cidadã portuguesa, que trabalhava num clube nocturno da urbe, viria a adensar o mistério. Referenciada como amante do oficial em questão, a cidadã portuguesa teria cometido o suicídio, lançando-se do último andar do prédio popularmente conhecido por “mira-mortos” (foto ao lado) por se situar nas traseiras do cemitério. A autópsia, porém, revelou que a vítima havia sido estrangulada.

 

 

 

COMENTÁRIOS

NO FACEBOOK DO XICONHOCA:

Katembe Pesca de Mar comenta:

Boa noite. Vivia em Nacala, quando aconteceu o caso Angoche e trabalhava no despachante oficial João Gomes Pelotas. É rigorosamente verdade que o único passageiro do navio era um funcionário dos CFM, de nome José Pedro, homem de meia idade, que conseguiu uma boleia até Porto Amélia, para onde tinha sido transferido, para ele e para o seu automóvel, que seguiu no convés. O navio transportava para além de víveres algum material de guerra. Dias depois do desparecimento do Angoche desembarcaram no aeroporto de Nacala 3 agentes da Pide/DGS vindos da "Metrópole", o que se notava pela sua cor de pele muito branca que constrastava com a dos residentes, que se apresentaram como pessoas interessadas na compra de terrenos para fins industriais. Depois de alguns dias em que conversaram com todo o tipo de pessoas, passando horas nas poucas esplanadas existentes e em almoços e jantares com pessoas influentes da pequena cidade, desapareceram conforme chegaram. Mas não foram sós, com eles levaram 3 pessoas de Nacala, uma delas o sr. Gil, da Casa Gil, representante da marca de motorizadas Yamaha. Três meses depois o sr. Gil voltou a aparecer em Nacala, magríssimo, branco e com ar doente, evitando conversas fosse com quem fosse, mesmo com os seus melhores amigos. Constou que ele os os outros teriam sido presos e torturados pela Pide/DGS na sequência do caso Angoche. Outra pessoa que parece ter sido também levada foi o Zeca Magalhães, um dos filhos do dono da Casa Magalhães, que no entanto voltou a Nacala muito mais cedo que o sr. Gil. Não me recordo quem foi o terceiro detido.

 

MUITO INTERESSANTE A SEQUÊNCIA DE COMENTÁRIOS NO BLOG ‘BRONCAS DO CAMILO’.

SERÁ QUE ALGUMA VEZ ALGUÉM SE VAI CHEGAR À FRENTE COM A VERDADE, ANÓNIMO OU NÃO, COMO PARECE ACONTECER COM CAMARATE?

TRANSCREVEMOS:

UM SEGREDO BEM GUARDADO (26 / Abril / 1971) – O que se passou no “ANGOCHE”? O que fizeram aos seus 22 tripulantes? O que fizeram à mercadoria que transportava? Quem era o passageiro misterioso? O relatório oficial, detalhado e secreto, conservado na PIDE/DGS em Lisboa, desapareceu após o golpe militar Lisboeta de 25/Abril/1974. QUEM SÃO OS ASSASSINOS/TRAIDORES??? – Publicada por Camilo em 3:25 AM 16

 

comentários:

Anónimo disse… Nessa data, também desapareceram dos arquivos da PIDE/DGS os processos de muitos comunistas. Como, por exemplo o do Dr. Álvaro Cunhal. Porque teriam “desaparecido”?

Domingo, Maio 06, 2007 11:32:00 PM Camilo disse…Amigo “anónimo”: Provavelmente para não sabermos o nome dos criminosos. Alguns residem em Portugal. (Nunca de cá saíram). Quer dizer: estiveram “em serviço”, fora, “mas cá dentro”… Os arquivos da PIDE iriam desmascarar, por exemplo:1- A célebre fuga do Forte de Peniche. Uma “história” sempre mal contada. Querem fazer-nos crer que a fuga foi um acto heróico dos elementos do PC. Não, não foi. Foi obra da PIDE/DGS. Totalmente da PIDE/DGS. 2- A verdade sobre a morte de Humberto Delgado. 3-Os amigos do Dr. Mário Soares. Quem eram? Quem?!!! Que cargos exerciam na PIDE/DGS???

 

Terça-feira, Maio 29, 2007 12:41:00 AM Anónimo disse…Jantei a bordo do Angoche por volta das 19h30, 2 horas depois de sairmos de Nacala com o João Tavares e o António Sardo no dia 23de Abril de 1971.Disse-lhes para se dirigirem para o convês com os coletes por volta das 22 horas e mandarem os Moçambicanos trazerem as caixas que diziam “FAP” para cima.

 

Quinta-feira, Dezembro 13, 2007 2:37:00 PM rotivsaile disse… Caro Camilo: Estranho este “ANÓNIMO” vir aparecer no teu Blog com comentários que me parecem mais um prenúncio de confissão do conhecimento de muitas das respostas que se vêm fazendo ao longo de todos estes anos. Eu estava em Moçambique quando ocorreu a explosão no “Angoche”, que jamais foi explicada, pelo facto de não aparecerem tripulantes, mortos ou vivos, que pudessem deixar surgir um pouco de luz para este mistério. O “Anónimo” afirma ter jantado a bordo, com um João Tavares e um António Sardo, a quem pediu que usassem coletes de salvação e mandassem os Moçambicanos as caixas identificadas com “FAP” para o convés… presumindo eu que este anónimo será um dos tipos que “derreteu” o “ANGOCHE”… só não se sabendo “vendido” a que interesses. Parece ser pessoa que sabe muito do assunto e de outras coisas que ninguém ligará com o caso, mas que estarão relacionadas.Que é estranho é… mas será alguém que não será cobarde e é competente naquilo que faz, dado ter cometido este atentado com o êxito que se conhece. Isto de este estranho “anónimo” é realmente aquilo que penso. Na Força Aérea, em Moçambique, desenvolveu-se uma teoria,sobre o “ANGOCHE”, mas agora parece-me não ser apenas uma teoria. Um dia te direi qual. Um abraço do Elias

 

Sexta-feira, Dezembro 14, 2007 1:24:00 PM Anónimo disse… Apesar dos anos, lembro-me perfeitamente. Estava de passagem no Escritório Central do Cais. Era sábado e o serviço era intenso. Apareceu um estafeta dum despachante oficial com uma nota de embarque para o Angoche, onde constavam granadas. O taxador fez questão de saber se elas estavam ou não espoletadas, pois com espoleta eram consideradas explosivos e pagavam uma taxa mais cara, o que não aconteceria se estivessem despoletadas. O tipo voltou para trás regressou dizendo que não, não estavam espoletadas. Ele calculou a nota.Entretanto havia um funcionário dos CFM, já velhote, que ia para Porto Amélia de boleia, no Angoche. Ele e o carro. Era o José António.Quando foi dado o conhecimento do desaparecimento do navio, a pobre da esposa metia dó, tal era a sua aflição. Era de cortar o coração. A coitada lá ia todos os dias ao Escritório Central falar com o Inspetor, numa vâ esperança de notícias. Saía de lá a chorar e soube que a sua aflição e desgosto era tão grandes, que nunca mais se deitou na cama conjugal e dormia num tapete no chão, ao pé da mesma.Passaram-se uns tempos e um ajudante de despachante que tinha assistido à largada derradeira do Angoche, foi morto misteriosamente em sua casa. O assassino, cortou a rede da janela e matou-o com uma faca. Foi tudo tão silencioso, que a mulher que dormia ao lado, nem deu por isso.Houve quem relacionasse as duas coisas. Que ele teria hipoteticamente visto qualquer coisa e o tinham morto para o silenciar.Talvez fosse verdade, ou não. Na altura, com o terrorismo a dois passos, corriam muitas notícias a meia voz, algumas verídicas, outras não. Mal sonhávamos nós que três anos depois aquilo ia tudo para o beleleu, entregue pelo Acordo de Lusaka, de qualquer jeito. Que ironia. Ainda se tivesse havido um consenso entre todos os que lá estávamos, sem a imposição de leis marxistas, que hoje estão a ser abandonadas, por incoerência!…

 

Domingo, Março 30, 2008 5:29:00 PM Camilo disse… Caro “anónimo”, Acontece que também há uma morte “misteriosa” de uma ‘funcionária’ que terá sido empurrada de uma janela para a via pública e que teve morte imediata. Fala-se, fala-se evidentemente, que o alto comissário, empossado pela maldita junta de salvação do pós 25/abrilada, que estaria “metido” no assunto.Os traidores continuam por aí…Um abraço.

 

Segunda-feira, Março 31, 2008 12:56:00 AM Anónimo disse… O funcionário do CFM era José Pedro e não José António. Quanto ao ajudante de despachante morto em casa era o Tony, que trabalhava no Despachante Oficial João Gomes Pelotas e constou ter visto o Angoche zarpar, pelo que hipoteticamente teria sido morto por se ter apercebido de qualquer coisa. Conhecia-o pessoalmente. Se há excelentes pessoas, o Tony era uma delas. O taxador era eu e passou-se exatamente assim. Duarte Silva Post Scriptum: Só não sei como hei-de sair do anônimo!… Vai mesmo assim.

 

Segunda-feira, Março 31, 2008 1:52:00 PM Anónimo disse… Como Camilo!?Na altura já não estava em Nacala, mas LM e não soube disso.Já agora: O Alto Comissário não era aquele oficial da Armada, um tal Víctor qualquer coisa, que montou arraiais na boite Aquário na Rua Major Araújo, (para quem não sabe, rua de boites, bares e prostituição) onde, além de fazer presença com os seus marujos, bebia uísque de manhã à noite, pelo que ficou conhecido como o “vira-copos”, ou esse tocava outra gaita, além dos copos, claro)? Duarte Silva

 

Terça-feira, Abril 01, 2008 1:10:00 PM rotivsaile disse…Camilo:Recordo haver alguém em Nacala, com quem cheguei a falar, por diversas vezes, que tinha o nome do nosso Amigo ex- “Anónimo”: Duarte Silva.Na verdade o Vitor Crespo, vulgo “Vitor Copos” ou “Garrafão com pernas”, inefável Alto Comissário em Moçambique, tinha por hábito fazer da “Aquário” – dancing da Rua Araújo bastante frequentado pelas gentes deste incorrigível mestre da bebedeira, que nunca de lá saíu pelo próprio pé.Eu trabalhava na Av. 5 de Outubro e ia frequentemente à Spanos, comprar material de desenho. Muitas das vezes me cruzei com tão “simpático Almirante”. Muitas vezes referi, em conversas de amigos, que quer Angola, quer Moçambique haviam ganho o Almirante que mereciam… mas isso não é verdade, no caso Angolano. Agora em Moçambique, o desprezo que a população de Lourenço Marques tinha para com os Militares, veio a saír-lhes muito caro.Tenho pena do que aconteceu ao Angoche, pois mil e uma questões se puzeram, mil e um culpados se arranjaram, mas a verdade é que as famílias nem lhes puderam dar a sepultura que mereciam.Foi traição e assassínio… mas perpetrado por quem? a URSS? a China, a FRELIMO?, A CIA?, a DGS?quem fez voar aquele barco? O que transportava, na realidade? Como foi preparado o golpe? Onde? São perguntas sem resposta, infelizmente.Casimiro: Porque tú, tal como eu, sempre gostámos de dizer as coisas olhos nos olhos, deves estar satidfeito por se haver quebrado o mistério do “Anónimo do Angoche”. Por causa dos muitos embarques e desembarques de material das Infras da FAP, cheguei a comunicar-me com o Sr. Duarte Silva… e muito folgo em ele estar a falar para o teu blogue.Um abraço a ambos do Victor Elias

 

Terça-feira, Abril 01, 2008 6:45:00 PM Camilo disse…Eu estava no “Notícia” em Luanda quando aconteceu o “Caso Angoche”.Fui a Lourenço Marques e vi o navio encostado no Porto.Anos mais tarde,encontrei em Lisboa um fotógrafo amigo, o Óscar Saraiva,que era fotógrafo d’”A PALAVRA”. Aqui era fotógrafo da “Gazeta dos Desportos”.Falámos de várias coisas, das quais, da celebérrima ”DESCOLONIZAÇÃO EXEMPLAR, S.A.R.L.”O Angoche veio à baila e ele fez-me lembrar que, quando fotografou o navio ancorado onde eu o vi -em Lourenço Marques- que tinha uma grande circunferência preta no casco. Portanto, o navio foi pirateado.Ficou de me mostrar várias fotografias do mesmo, mas estive pouco tempo em portugal e não houve hipoteses de as ver.Entretanto, (de morte natural) o Óscar Saraiva veio a falecer de doença prolongada.Descobrir os traidores do Angoche é meio caminho andado para a consolidação da Democracia neste “à beira mal plantado”.Não o conseguindo, é a continuidade desta corrupção generalizada.Aliás, o que se passa hoje… é o reflexo -a continuidade- das traições havidas.

 

Terça-feira, Abril 01, 2008 10:31:00 PM Anónimo disse…Ora aí vai um abraço Sr. Victor Elias.Recordo-me de si perfeitamente do Escritório Central. Se é quem eu penso, costumava levar notas de descarga e embarque da tropa.Eu frequentava muito o AB5 e o BCP32 e toquei naquele célebre conjunto em que o único civil era eu. O resto era pessoal do AB5. Tenho aí uma foto disso.Claro que os civis em Lourenço Marques eram muito diferentes de nós, lá no Norte. Se eles eram separatistas em relação a nós, civis do mato, que fará com os militares! Não era por maldade, mas por bairrismo. LM era Moçambique e o resto mato. Ainda se lembra do cinema do Parrô do Ferroviário?Já agora:O Casimiro será filho do Dr. Casimiro, médico em Nampula?Um grande abraço para todos.Duarte Silva

 

Terça-feira, Abril 01, 2008 11:04:00 PM Camilo disse…Amigo Duarte Silva,O Elias, por engano, chamou-me Casimiro.Julgo que foi erro dele.Continue a mandar notícias.Um Abraço.

 

Quarta-feira, Abril 02, 2008 1:31:00 AM Anónimo disse…OK e muito obrigado.É um prazer falar com pessoas que entendem o nosso ponto de vista.Cá destas paragens do Rio Grande do Sul vos mando um abraço.Duarte Silva

 

Quarta-feira, Abril 02, 2008 10:13:00 PM Anónimo disse…O caso Angoche tem que ser forçosamente revelado aos Portugueses com a mesma relevância que a comunicaçaõ social revela os desmandos do Estado Novo.Estaline não fez um acordo com Hitler que foi sempre negado pela URSS até á sua queda?Porque é que não são revelados os nomes de todos os criminosos da dita esquerda Portuguesa, dos crimes que praticaram e que agora se arvoram em patriotas.Quem tem medo da verdade?Admiro-me porque é que este e outros casos que ocorreram não são divulgados em reportagens de investigação nos meios de comunicação social.É preciso chamar os bois pelos nomes e é uma vergonha que Palma Carlos e outros bandidos sejam homenageados e todos aqueles que cumpriram com as suas obrigações de patriotas sejam descriminados e esquecidos.